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Engenharia socialEstados Unidos4 min

A Clorox cobra US$ 380 milhões porque o help desk nunca perguntou quem estava ligando.

Segundo o processo, os atacantes ligaram várias vezes ao suporte terceirizado se passando por funcionários e pediram reset de senha e de MFA. O atendente liberou sem verificar a identidade uma única vez.

Posto de atendimento vazio com um headset apoiado sobre a mesa em um escritório claroHelp desk
Imagem ilustrativa

Em 11 de agosto de 2023, atacantes ligaram ao help desk terceirizado que a Cognizant operava para a Clorox. Se passaram por funcionários e pediram redefinição de senha e de autenticação multifator. Conseguiram, segundo a ação judicial, o acesso de dois funcionários, um deles da própria área de segurança.

A frase mais citada do processo é também a mais simples: "em nenhum momento, durante qualquer das ligações, o atendente verificou que quem ligava era de fato o Funcionário 1".

Com acesso privilegiado, o grupo paralisou a produção da empresa. A Clorox pede US$ 380 milhões em danos totais, dos quais US$ 49 milhões em custos diretos de remediação, citando interrupção de negócio, falta de produto nas prateleiras e dano reputacional.

A leitura da BeSafe

O reset de MFA por telefone é o procedimento mais barato de atacar e o mais caro de perder. Ele cabe num roteiro de seis linhas e não deixa rastro em nenhuma ferramenta de endpoint. É exatamente o tipo de processo que precisa ser testado com ligação real, em escopo autorizado, antes que alguém teste por conta própria.

Leia a reportagem originalBleepingComputer

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