Em 2026, voz e rosto já não são prova de identidade.
Pesquisa da Gartner com 297 líderes de segurança: 41% relataram ao menos um incidente de engenharia social com deepfake em chamada de áudio nos 12 meses anteriores. Em vídeo, 36%.
PrevisãoEsta não é a reconstituição de um caso. É o que 297 líderes de cibersegurança, CISO ou equivalente, disseram à Gartner numa pesquisa feita entre março e maio de 2026 e publicada em 22 de setembro. Quarenta e um por cento relataram ao menos um incidente de engenharia social com deepfake numa chamada de áudio com funcionário, nos 12 meses anteriores. Trinta e seis por cento relataram o mesmo numa chamada de vídeo.
A leitura da Gartner é que a IA aumenta volume, personalização e credibilidade da engenharia social e reduz o valor dos sinais familiares de detecção. Craig Porter, diretor analista, disse que o atacante combina phishing, comprometimento de e-mail, mídia sintética e contexto pessoal em vários canais, e que a maior parte dos ataques continua dependendo de usuários, credenciais roubadas, recuperação fraca e métodos técnicos já conhecidos.
O número não é uma previsão de consultoria solta. É incidente já reportado por quem responde pela segurança. Reconhecer a voz, ou o rosto na tela, deixou de ser um controle para uma fatia grande desse grupo.
Se quatro em dez CISOs já viram deepfake numa ligação, o procedimento de confirmar identidade não pode depender do timbre. O que se testa é o caminho alternativo: desligar e retornar por um número que a empresa já tinha.


