Grupo criminoso diz ter tirado 3 TB da JBS com a ajuda de um funcionário.
Ao ser perguntado como entrou, o grupo respondeu que não procurou falha nenhuma: o elo vulnerável era uma pessoa. A empresa foi procurada e não respondeu.
InsiderO grupo de extorsão Coinbasecartel publicou em 5 de março de 2026 que havia comprometido a JBS e recolhido cerca de 3 TB de registros, entre documentos, contratos e planilhas de produção. Em entrevista ao TecMundo, um representante enviou amostras que incluíam lista de presença com assinaturas manuscritas e uma tabela com nomes, e-mails, telefones e identificadores de 41 colaboradores.
Perguntado sobre como o acesso aconteceu, o interlocutor afirmou que não houve descoberta de falha nem exploração técnica: o elemento vulnerável teria sido um funcionário. Segundo o mesmo relato, os dados não foram criptografados, o modelo é de extorsão por exposição progressiva, e não de ransomware clássico.
Tudo isso parte do próprio grupo criminoso. A JBS foi procurada pela reportagem, recebeu os documentos obtidos e não respondeu até a publicação. Não há confirmação oficial do volume, da participação de um funcionário nem de quais sistemas foram acessados, e é assim que o caso deve ser lido.
Mesmo sem confirmação, a fala do atacante descreve um caminho que os casos confirmados desta lista repetem: quando o perímetro está bem feito, o acesso é pedido a alguém. O controle que responde a isso não é uma ferramenta nova, é o procedimento que separa quem tem a credencial de quem pode usá-la sozinho.


