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Engenharia socialRelatório Microsoft4 min

O campo que a Microsoft mede não é o firewall. É a identidade.

O Digital Defense Report 2025 registra alta de 32% nos ataques baseados em identidade no primeiro semestre. Mais de 97% ainda são tentativa de senha em massa. O relatório também aponta o roubo de credencial e de token.

Cartão de acesso em branco, celular virado e um notebook com a tela de login ilegívelPrevisão
Imagem ilustrativa

Ao apresentar o Digital Defense Report 2025, a Microsoft resumiu o período de julho de 2024 a junho de 2025: 52% dos ataques acompanhados tinham motivação financeira e 80% dos incidentes investigados pelos times de segurança envolviam roubo ou vazamento de dados. Ataques baseados em identidade subiram 32% só no primeiro semestre de 2025. Mais de 97% desses ataques de identidade eram tentativas de senha em grande escala.

O relatório em si desloca a frase de efeito para uma constatação operacional: cada vez mais o adversário não arromba, ele entra logado. Infostealers, malware que coleta senha, token de sessão e contexto, passam a ser a primeira etapa, não a ferramenta de depois. O material roubado alimenta quem vende acesso e quem pede resgate. A Microsoft também descreve a técnica ClickFix, em que a própria pessoa é convencida a executar o código, contornando o filtro clássico de phishing.

O resumo oficial acrescenta que MFA resistente a phishing evita até 99% desses ataques de senha em massa. O número não absolve o fator humano: o caminho que sobra é justamente o que convence alguém a entregar o que o segundo fator não cobre, ou a rodar o passo que o filtro não viu.

A leitura da BeSafe

Identidade virou a porta porque a pessoa ainda completa o login. Medir spray de senha é necessário. O ensaio que esse relatório não substitui é o do pedido que faz alguém aprovar, clicar ou ditar o código.

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