No Brasil, 37% dos ataques de ransomware começaram por um e-mail malicioso
Relatório da Sophos com 71 organizações brasileiras atacadas: o e-mail malicioso foi a causa técnica mais comum, a maior proporção entre os países do estudo.
E-mail maliciosoO relatório The State of Ransomware in Brazil 2026, da Sophos, ouviu 71 organizações brasileiras atingidas por ransomware no ano anterior, todas com 100 a 5.000 funcionários, numa pesquisa feita entre janeiro e março de 2026. O e-mail malicioso foi a causa técnica mais comum, presente em 37% dos ataques, a maior proporção entre os países do estudo. Vieram depois as vulnerabilidades exploradas (24%) e o phishing (18%).
A demanda mediana de resgate no Brasil foi de US$ 640 mil, alta de 63% sobre os US$ 392,5 mil do relatório de 2025. Os dados foram roubados em 38% dos ataques em que houve criptografia, contra 22% em 2025, e o custo médio de recuperação ficou em US$ 1,05 milhão.
A pesquisa também perguntou sobre identidade: 74% confirmaram que o incidente de ransomware do último ano foi o mesmo evento do ataque de identidade mais grave que sofreram. A amostra é pequena e os valores estão em dólar, como o próprio relatório informa.
Quando o e-mail malicioso e o phishing somam mais da metade das causas técnicas, a primeira linha de defesa é quem abre a caixa de entrada. O filtro reduz o volume; o que sobra chega a uma pessoa. Simular essas mensagens e medir quem reporta é como saber se o time segura o que o filtro deixou passar.


