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Guia · Golpes

Golpes por WhatsApp, Pix e falsa central: como proteger a empresa

Os golpes por WhatsApp e Pix que atingem empresas quase nunca dependem de tecnologia: dependem de alguém aceitar um pedido urgente fora do canal oficial. O padrão se repete (alguém se passa por colega, chefe, banco ou suporte e pede dinheiro, código ou dado), e o que barra é um procedimento simples, combinado antes de o pedido chegar.

Publicado em 13 de outubro de 2026 · Equipe BeSafe · 6 min de leitura

Neste guia

  1. 01Qual o tamanho do problema no Brasil?
  2. 02Como são os golpes mais comuns contra empresas?
  3. 03Quais sinais de alerta valem para qualquer canal?
  4. 04Que procedimento o financeiro deve seguir antes de um Pix?
  5. 05O que fazer se alguém da empresa caiu no golpe?
  6. 06Como a BeSafe trata o WhatsApp?

Outros guias

  • Simulação de phishing
  • Conscientização em segurança
  • Engenharia social

01Qual o tamanho do problema no Brasil?

Os golpes causaram R$ 10,1 bilhões de prejuízo no Brasil em 2024, alta de 17% sobre 2023, segundo a Febraban, via Poder360. No primeiro semestre de 2026, o Mapa da Fraude da Serasa Experian identificou 50,7 milhões de mensagens ligadas a golpes, cerca de três por segundo.

Boa parte desse volume chega ao celular pessoal de quem trabalha na sua empresa. Não dá para filtrar o WhatsApp de ninguém; dá para combinar o que fazer quando a mensagem parece vir de dentro.

02Como são os golpes mais comuns contra empresas?

Descritos pelo padrão, sem modelo de mensagem:

  • Colega ou chefe com número novo: a pessoa diz que trocou de celular e pede um Pix urgente ou um pagamento "que não pode esperar".
  • Falsa central do banco: alguém liga dizendo ser do banco ou da área de tecnologia do banco e conduz a transferência.
  • E-mail sem link que pede para ligar: a mensagem passa pelo filtro porque só traz um telefone, e o golpe acontece na ligação.
  • Troca de dados bancários: um "fornecedor" avisa por mensagem que a conta mudou.
  • Código de verificação: alguém pede o código que chegou por SMS, dizendo que foi enviado por engano. Com ele, a conta de WhatsApp é tomada e passa a pedir dinheiro aos contatos.

Dois casos recentes mostram o custo: uma empresa perdeu R$ 424 mil depois que o gerente financeiro atendeu um falso funcionário do banco, e uma campanha de falso alívio financeiro mirou mais de 9 mil empresas com e-mails sem link.

03Quais sinais de alerta valem para qualquer canal?

  • pedido de dinheiro, código ou dado com pressa;
  • número, e-mail ou perfil que não é o cadastrado;
  • pedido para manter segredo ou para não usar o canal de sempre;
  • mudança de conta bancária comunicada por mensagem;
  • quem liga é quem pede para você agir, e não o contrário.

04Que procedimento o financeiro deve seguir antes de um Pix?

Um procedimento curto, conhecido por todos, vale mais que desconfiança caso a caso:

  • confirmar todo pedido de pagamento ligando de volta para o número cadastrado, nunca para o que veio na mensagem;
  • exigir segunda aprovação acima de um valor definido pela empresa;
  • não alterar dados bancários de fornecedor sem confirmação pelo contato cadastrado;
  • registrar o pedido, quem pediu e quem aprovou;
  • deixar claro que ninguém é punido por atrasar um pagamento para confirmar.

05O que fazer se alguém da empresa caiu no golpe?

  • avisar o banco na hora e pedir o Mecanismo Especial de Devolução (MED), o processo do Banco Central para contestar um Pix feito em golpe;
  • registrar boletim de ocorrência;
  • avisar o time de segurança e guardar mensagens, números e comprovantes;
  • trocar senhas e encerrar sessões se algum acesso foi entregue;
  • se houve dado pessoal exposto, avaliar com o jurídico a comunicação à ANPD e aos titulares.

A obrigação de comunicar incidente que possa causar risco ou dano relevante está no Lei 13.709/2018 (LGPD), art. 48.

06Como a BeSafe trata o WhatsApp?

Pelo WhatsApp, a BeSafe envia só conteúdo educativo, como pílulas, quiz e lembretes, e só para quem aceitou receber. A política da Meta proíbe conteúdo enganoso, então simulação de golpe por esse canal não existe na plataforma.

As simulações saem por e-mail, Outlook, Slack e Teams. Os golpes por WhatsApp, Pix e falsa central entram como módulos da plataforma de educação, para o time reconhecer o padrão antes de o pedido chegar. Veja as travas que a plataforma não deixa passar.

Fontes

  • Febraban, via Poder360
  • Lei 13.709/2018 (LGPD), art. 48

Os casos citados levam às matérias do blog, e cada matéria traz o link da reportagem original.

Casos recentes sobre este tema

  • Empresa perde R$ 424 mil após o gerente financeiro cair em golpe por telefone.24 de setembro de 2026 · Metrópoles
  • O Brasil registrou três mensagens de golpe por segundo no primeiro semestre.22 de setembro de 2026 · Folha de Alphaville · dados da Serasa Experian
  • Banco Central proíbe link e propaganda no comprovante do Pix a partir de 20273 de setembro de 2026 · Banco Central, via Legismap
  • O golpe do falso alívio financeiro mirou mais de 9 mil empresas em duas semanas.26 de agosto de 2026 · TecMundo

Todos os casos por tema: Golpes no WhatsApp (2), Golpes com Pix (4), Falsa central e falso funcionário de banco (2), Fraude financeira e pagamentos (11).

Continue lendo

  • Engenharia social: tipos, sinais e procedimentos
  • Programa de conscientização em segurança
  • Casos reais de golpe, com a fonte
Veja a simulação rodando na sua base

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