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Golpes por WhatsApp, Pix e falsa central: como proteger a empresa
Os golpes por WhatsApp e Pix que atingem empresas quase nunca dependem de tecnologia: dependem de alguém aceitar um pedido urgente fora do canal oficial. O padrão se repete (alguém se passa por colega, chefe, banco ou suporte e pede dinheiro, código ou dado), e o que barra é um procedimento simples, combinado antes de o pedido chegar.
Publicado em · Equipe BeSafe · 6 min de leitura
Qual o tamanho do problema no Brasil?
Os golpes causaram R$ 10,1 bilhões de prejuízo no Brasil em 2024, alta de 17% sobre 2023, segundo a Febraban, via Poder360. No primeiro semestre de 2026, o Mapa da Fraude da Serasa Experian identificou 50,7 milhões de mensagens ligadas a golpes, cerca de três por segundo.
Boa parte desse volume chega ao celular pessoal de quem trabalha na sua empresa. Não dá para filtrar o WhatsApp de ninguém; dá para combinar o que fazer quando a mensagem parece vir de dentro.
Como são os golpes mais comuns contra empresas?
Descritos pelo padrão, sem modelo de mensagem:
- Colega ou chefe com número novo: a pessoa diz que trocou de celular e pede um Pix urgente ou um pagamento "que não pode esperar".
- Falsa central do banco: alguém liga dizendo ser do banco ou da área de tecnologia do banco e conduz a transferência.
- E-mail sem link que pede para ligar: a mensagem passa pelo filtro porque só traz um telefone, e o golpe acontece na ligação.
- Troca de dados bancários: um "fornecedor" avisa por mensagem que a conta mudou.
- Código de verificação: alguém pede o código que chegou por SMS, dizendo que foi enviado por engano. Com ele, a conta de WhatsApp é tomada e passa a pedir dinheiro aos contatos.
Dois casos recentes mostram o custo: uma empresa perdeu R$ 424 mil depois que o gerente financeiro atendeu um falso funcionário do banco, e uma campanha de falso alívio financeiro mirou mais de 9 mil empresas com e-mails sem link.
Quais sinais de alerta valem para qualquer canal?
- pedido de dinheiro, código ou dado com pressa;
- número, e-mail ou perfil que não é o cadastrado;
- pedido para manter segredo ou para não usar o canal de sempre;
- mudança de conta bancária comunicada por mensagem;
- quem liga é quem pede para você agir, e não o contrário.
Que procedimento o financeiro deve seguir antes de um Pix?
Um procedimento curto, conhecido por todos, vale mais que desconfiança caso a caso:
- confirmar todo pedido de pagamento ligando de volta para o número cadastrado, nunca para o que veio na mensagem;
- exigir segunda aprovação acima de um valor definido pela empresa;
- não alterar dados bancários de fornecedor sem confirmação pelo contato cadastrado;
- registrar o pedido, quem pediu e quem aprovou;
- deixar claro que ninguém é punido por atrasar um pagamento para confirmar.
O que fazer se alguém da empresa caiu no golpe?
- avisar o banco na hora e pedir o Mecanismo Especial de Devolução (MED), o processo do Banco Central para contestar um Pix feito em golpe;
- registrar boletim de ocorrência;
- avisar o time de segurança e guardar mensagens, números e comprovantes;
- trocar senhas e encerrar sessões se algum acesso foi entregue;
- se houve dado pessoal exposto, avaliar com o jurídico a comunicação à ANPD e aos titulares.
A obrigação de comunicar incidente que possa causar risco ou dano relevante está no Lei 13.709/2018 (LGPD), art. 48.
Como a BeSafe trata o WhatsApp?
Pelo WhatsApp, a BeSafe envia só conteúdo educativo, como pílulas, quiz e lembretes, e só para quem aceitou receber. A política da Meta proíbe conteúdo enganoso, então simulação de golpe por esse canal não existe na plataforma.
As simulações saem por e-mail, Outlook, Slack e Teams. Os golpes por WhatsApp, Pix e falsa central entram como módulos da plataforma de educação, para o time reconhecer o padrão antes de o pedido chegar. Veja as travas que a plataforma não deixa passar.
Fontes
Os casos citados levam às matérias do blog, e cada matéria traz o link da reportagem original.
Casos recentes sobre este tema
- Empresa perde R$ 424 mil após o gerente financeiro cair em golpe por telefone. · Metrópoles
- O Brasil registrou três mensagens de golpe por segundo no primeiro semestre. · Folha de Alphaville · dados da Serasa Experian
- Banco Central proíbe link e propaganda no comprovante do Pix a partir de 2027 · Banco Central, via Legismap
- O golpe do falso alívio financeiro mirou mais de 9 mil empresas em duas semanas. · TecMundo
Todos os casos por tema: Golpes no WhatsApp (2), Golpes com Pix (4), Falsa central e falso funcionário de banco (2), Fraude financeira e pagamentos (11).
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Uma demonstração por vídeo, com a plataforma aberta: o disparo, a tela de quem cai e os dois dashboards.