Uso aceitável
Política de Uso Aceitável
O que a empresa cliente pode e não pode fazer com a plataforma BeSafe, quais regras o próprio sistema aplica e o que acontece quando alguém descumpre.
Atualizado em 20 de outubro de 2026
Em uma página
Versão 1.0, redigida em 3 de outubro de 2026. A data de vigência é a da publicação, mostrada no topo desta página. Esta política complementa os Termos de Uso e vale para toda empresa cliente e para todas as pessoas da equipe dela que usam o painel.
A BeSafe existe para uma empresa testar e treinar a própria organização. Ela não pode virar ferramenta de golpe real, de vigilância de funcionário nem de punição. Boa parte das regras abaixo é trava do sistema, e não só promessa escrita.
Em resumo: só se dispara para pessoas da própria organização, por domínio verificado e pelos canais que a própria empresa conectou; nenhum disparo sai sem termo de autorização vigente; a simulação nunca captura o que a pessoa digita; temas que causam sofrimento e marcas reais de terceiros não entram; o WhatsApp só leva conteúdo educativo, com aceite da pessoa; e ninguém é ranqueado ou punido pela plataforma.
Quem descumpre pode ter os disparos parados, a conta suspensa e o contrato encerrado. Disparo contra pessoa de fora da organização ou tentativa de capturar credencial permitem suspensão imediata.
Aviso necessário: este texto precisa de revisão jurídica antes de ser publicado. Revisão jurídica prevista antes da constituição da empresa.
Para que a plataforma serve
Usos permitidos: enviar mensagens simuladas às pessoas da própria organização, dentro do termo de autorização; mostrar a tela de aviso e liberar o treinamento no momento do clique; acompanhar as métricas do programa, com foco na taxa de reporte; oferecer aos colaboradores o portal com treinamento, histórico, assistente e, conforme o plano contratado, verificador de golpes; e usar o assistente para configurar o programa.
A empresa responde pelo uso feito por todas as contas da equipe dela. Cada papel do painel tem uma lista escrita de permissões, e quem controla a conta ou lê dado individual precisa ter a verificação em duas etapas ligada.
Só a própria organização
Mensagem simulada só vai para pessoa com vínculo com a empresa contratante e só pelos canais da própria empresa. É proibido importar base de pessoas sem esse vínculo e é proibido usar a plataforma contra cliente, fornecedor, parceiro, concorrente ou qualquer pessoa de fora da organização.
E-mail e Outlook: o destino precisa ser um endereço de domínio que a empresa provou controlar, por um registro TXT no DNS. A prova é conferida de novo todos os dias. Se ela sumir, o disparo para aquele domínio para. Domínio de provedor de e-mail pessoal não pode ser verificado.
Slack e Teams: só para membros do workspace ou do tenant que o administrador da empresa conectou, com a credencial da própria empresa.
WhatsApp: só para número corporativo declarado e com aceite registrado da pessoa.
Ao importar a base, a empresa declara que tem base legal para o programa e que avisou as pessoas de que ele existe. A declaração fica registrada com o usuário, a data e a versão do texto.
Termo de autorização vigente
Nenhum disparo sai sem um Termo de Autorização do Programa vigente. Ele diz os canais, os domínios, de uma a dez pessoas responsáveis e a vigência, que é de no máximo dois anos.
Só o dono da conta aceita ou revoga o termo, com reautenticação recente e e-mail verificado. Os domínios do termo precisam estar verificados. Só um termo fica vigente por vez.
Antes de cada envio, o sistema confere se há termo vigente cobrindo o canal e o domínio do destinatário. Sem isso, a campanha fica bloqueada e o painel mostra o motivo em linguagem simples.
Nenhuma captura do que a pessoa digita
A página de coleta simulada apaga no navegador tudo o que for digitado e manda ao servidor apenas a informação de que houve envio. O servidor recusa qualquer outro campo. Senha, código ou qualquer outro valor digitado nunca chega à BeSafe nem à empresa.
O validador bloqueia template cuja página de coleta tenha destino de envio ou peça o envio dos valores digitados.
É proibido alterar, contornar ou complementar essa página para recolher dado digitado, inclusive com formulário ou ferramenta externa ligada a uma campanha.
Temas proibidos
Nenhum template pode usar estes temas: demissão ou corte; salário ou benefício falso; saúde e doença; luto e morte; assédio ou denúncia; ameaça policial ou judicial; violência; catástrofe.
Também é proibido imitar autoridade pública e imitar os canais oficiais de recursos humanos ou do jurídico da própria empresa sem autorização escrita dela.
O validador barra esses temas por regra, antes de qualquer análise por inteligência artificial, e bloqueia a publicação. Na dúvida, ele barra e a pessoa reescreve. Contornar o validador por qualquer artifício é violação desta política.
Esta política descreve as regras de forma abstrata e, de propósito, não traz exemplo de mensagem.
Marcas, remetentes e dados no texto
Template não usa marca real de terceiro, como banco, órgão de governo ou grande empresa de tecnologia, de forma que possa ser confundida com a marca verdadeira. Use marca fictícia ou área interna da própria empresa, quando ela autorizar. O validador bloqueia as marcas da lista mantida pela BeSafe. O limite exato do uso de marca ainda não foi definido em revisão jurídica: na dúvida, não use.
No e-mail, o remetente vem dos domínios de simulação registrados pela BeSafe, que são neutros e não imitam marca.
No Slack, a mensagem sai sempre com a identidade do aplicativo da BeSafe instalado pela empresa. É proibido se passar por usuário, alegar ser de outra organização ou pedir senha, e a plataforma não pede ao Slack a permissão que trocaria o nome e o ícone do remetente.
O texto de um template só pode usar estas variáveis: primeiro nome, nome da empresa, área, data e link. Nenhum outro dado pessoal entra na mensagem.
Template criado ou alterado pela empresa passa pelo validador e só é publicado com a aprovação de um segundo administrador, diferente de quem o criou.
WhatsApp só educativo
No WhatsApp a plataforma não envia simulação enganosa. O canal serve só para conteúdo educativo do programa, como pílulas, quiz, lembretes de treino e avisos, sempre com modelo aprovado pela Meta.
A pessoa precisa ter aceitado receber, num texto que identifica a empresa. Ela retira o aceite quando quiser, no portal ou respondendo sair ou parar na conversa.
Pedido de simulação enganosa pelo WhatsApp é recusado pelo sistema antes de qualquer envio.
Sem assédio, vigilância ou punição
A plataforma não produz nota, placar, ranking nem score individual de risco. Nenhuma lista ordena pessoas por resultado. Recortes por área, unidade ou cargo só aparecem com cinco pessoas ou mais no grupo.
É proibido usar o resultado do programa como base de medida disciplinar, de avaliação de desempenho ou de qualquer sanção, e é proibido expor quem clicou.
O percurso de uma pessoa só pode ser lido para apoiar o treino dela, por quem tem a permissão específica, com reautenticação recente e motivo escrito. Cada leitura fica registrada. Leitura em massa ou sem motivo real é uso indevido.
O colaborador pode contestar um registro no portal, por exemplo um clique feito por ferramenta automática de segurança. A empresa decide, e a contestação aceita tira o evento das métricas.
A empresa pode marcar exclusões permanentes, como pessoas afastadas, que valem para toda campanha. Usar a simulação para constranger, perseguir ou expor alguém é proibido.
Volume, frequência e parada
Cota: o plano define quantas mensagens simuladas cada colaborador pode receber por mês, uma, quatro ou oito, conforme o plano. O número vale como teto por pessoa e como saldo da organização, e é conferido ao agendar e de novo no momento do envio.
Frequência: há um intervalo mínimo entre duas simulações para a mesma pessoa, de dois dias úteis por padrão, configurável de um a dez. A mesma pessoa não recebe duas vezes a mesma campanha.
Confirmação e segunda aprovação: disparo imediato para mais de 50 pessoas pede confirmação forte, e campanha a partir de 500 pessoas pede a aprovação de um segundo administrador. Esses limites vêm ligados por padrão e podem ser ajustados pelo dono ou por um administrador. Quem criou a campanha não pode aprová-la.
Parada imediata: dono, administrador e operador de campanhas podem parar todos os disparos da organização na hora, e retomar exige dono ou administrador. A BeSafe também pode parar os disparos de todas as organizações, e religar essa parada global exige duas pessoas da equipe BeSafe.
Antes de cada envio, o sistema confere de novo a parada, o estado da organização, o termo, a saúde do canal e a cota. Qualquer falha impede o envio.
Verificador e assistente
O verificador de golpes, incluído conforme o plano contratado, é do colaborador, para conferir mensagem suspeita que recebeu. O conteúdo colado é dele: a empresa vê só números agregados de uso, salvo quando a pessoa escolhe reportar a mensagem ao time de segurança.
Há limite de análises por pessoa por hora, 30 por padrão, e orçamento diário de uso de inteligência artificial por organização. Uso abusivo é bloqueado temporariamente.
O que é digitado no assistente vai para um provedor externo de modelo. Não insira ali senha, chave de acesso nem dado pessoal que a conversa não exija.
É proibido usar o verificador ou o assistente para produzir golpe destinado a quem não está no programa da própria organização.
Outros usos proibidos
Tentar acesso não autorizado à plataforma ou a dados de outra organização; burlar cota, validador, termo, verificação de domínio ou qualquer outra trava; fazer teste de carga ou de invasão fora da Política de Divulgação de Vulnerabilidades; usar os domínios de simulação da BeSafe fora das campanhas; extrair em massa a biblioteca de templates ou o conteúdo de treinamento; e revender o acesso sem autorização.
O que acontece em caso de violação
Conforme a gravidade, a BeSafe pode, em ordem crescente: pedir correção; parar os disparos da organização; suspender a conta; encerrar o contrato.
Com a organização suspensa, nenhuma campanha sai, porque o estado da organização é conferido antes de cada envio.
Suspender, reativar ou encerrar uma organização pelo console interno exige duas pessoas da equipe BeSafe: quem pede não aprova, e o pedido vale por 24 horas. Tudo fica registrado na trilha de auditoria.
Sempre que possível, a empresa é avisada e pode se manifestar antes da decisão. Violação que exponha pessoas a risco, como disparo contra alvo de fora da organização ou tentativa de capturar credencial, permite suspensão imediata, com aviso logo depois.
Os registros da trilha de auditoria são preservados e podem ser apresentados quando a lei exigir.
Como avisar de uso indevido
Quem suspeitar de uso indevido da plataforma, inclusive a pessoa que recebeu uma mensagem e acredita que ela não veio de um programa da própria empresa, pode avisar a BeSafe pelo e-mail bernardo.iannini14@gmail.com.
Falha técnica de segurança segue a Política de Divulgação de Vulnerabilidades.
Revisão jurídica
Aviso necessário: este texto foi redigido a partir do que o código da plataforma faz hoje e de modelos editoriais. Ele não substitui a análise de um advogado e precisa de revisão jurídica antes de ser publicado.
Este aviso fica no documento até que um advogado revise o texto. Revisão jurídica prevista antes da constituição da empresa.
Pontos de atenção nesta política: o limite do uso de marca de terceiro; a gradação das sanções e o direito de manifestação antes da suspensão; e a relação desta política com o contrato e com os Termos de Uso.
Histórico de versões
Versão 1.0, redigida em 3 de outubro de 2026. Primeira versão deste documento, criada na revisão dos documentos legais da plataforma completa. Não há versão anterior.
Cada versão publicada fica arquivada com o período em que vigorou, e uma versão publicada nunca muda de texto: qualquer correção vira versão nova.
Pedidos de titular, dúvidas sobre tratamento e solicitações de acesso passam pelo e-mail bernardo.iannini14@gmail.com ou pelo formulário de contato. Respondemos no prazo legal.