Um ex-funcionário acessou dados de mais de 33 milhões de contas da Coupang.
O 8-K de dezembro falava em até 33 milhões. Em fevereiro a empresa descreveu consultas automatizadas feitas por um ex-funcionário e disse que cerca de 3 mil contas foram retidas.
Ex-funcionárioEm 18 de novembro de 2025 a Coupang tomou conhecimento de acesso não autorizado a contas de clientes na Coreia. No 8-K de 15 de dezembro, a empresa disse que um ex-funcionário pode ter obtido nome, telefone, endereço de entrega e e-mail de até 33 milhões de contas, e históricos de pedido de uma parte delas. Dados bancários, cartão e credenciais de login não teriam sido obtidos. O CEO da subsidiária coreana deixou o cargo em 10 de dezembro.
Em 10 de fevereiro de 2026 a Coupang foi mais afirmativa. Um ex-funcionário, cidadão chinês que estava na Coreia, acessou dados de mais de 33 milhões de contas e reteve dados de cerca de 3 mil. Para isso escreveu um programa que fez aproximadamente 140 milhões de consultas automatizadas. A empresa diz que os aparelhos usados foram recuperados, que a perícia é compatível com a retenção e o apagamento posterior desses cerca de 3 mil registros, e que não houve acesso a pagamento, senha ou documento de identidade. Havia códigos de portaria em 2.609 contas.
Reguladores coreanos investigam o caso. A nota de fevereiro é a defesa da Coupang diante do relatório conjunto, não o relatório em si. O fato que a própria empresa assina é o acesso de quem já tinha saído, em volume, por um script.
Saída de funcionário sem corte de acesso vira consulta em massa no dia em que alguém escreve um laço. O controle verificável é simples de enunciar e difícil de fingir: no dia seguinte à demissão, aquela identidade não lê mais nada.


