O help desk pode ser o ponto mais exposto da empresa. No Teams, a isca que a Microsoft mediu foi o suporte.
No fim do segundo trimestre de 2026, as chamadas maliciosas no Teams rodavam a quase dez vezes o patamar de meados de 2025. O tema dominante da isca continuou sendo personificação do suporte de TI.
PrevisãoO panorama de ameaças de e-mail do segundo trimestre de 2026, publicado pela Microsoft em 23 de julho, dedica uma seção ao Teams. Enquanto o e-mail segue como vetor dominante de acesso inicial, o abuso do Teams para engenharia social, phishing e malware cresceu. O tráfego dali costuma passar ao largo do gateway de e-mail e herda a confiança de uma conversa que parece de colega.
O vishing no Teams foi a categoria de crescimento mais íngreme do relatório no trimestre. A média semanal de chamadas maliciosas subiu 31% de abril para maio e mais 27% até junho. As duas últimas semanas de junho tiveram os maiores volumes semanais já registrados. Desde o começo de 2026 a alta foi de cerca de 80%, e o patamar do fim do trimestre era quase dez vezes o de meados de 2025. O pico cai entre 14h e 20h UTC, de segunda a sexta.
O tema dominante da isca continuou sendo personificação de suporte técnico: o atacante se passa pelo help desk de TI e, no roteiro típico, avisa que a conta vai ser bloqueada. Ao mesmo tempo, a apresentação ficou menos óbvia. Em junho, mais da metade dos ataques de phishing no Teams, 52%, usava nome de exibição genérico, não uma marca explícita de suporte. A isca segue sendo o help desk. O crachá na tela, nem sempre.
Dez vezes mais ligações de falso suporte não se resolvem com um banner no Teams. Resolve o procedimento que o help desk, e quem recebe a ligação, já recusou num ensaio: ninguém dita código, ninguém abre acesso remoto, por causa de uma chamada.


